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CCEE: fator de ajuste do MRE deverá ficar em 83,3% em 2017

Índice é considerado baixo e se assemelha aos piores anos da recente crise hídrica pela qual o país passou

Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção
30/01/2017

Apesar de o país não passar por um período hidrológico com vazões acima da média de longo termo, a perspectiva para os meses de janeiro, fevereiro e março é de o país registrar energia secundária no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, os índices esperados de geração de energia ante o volume sazonalizado pelos agentes são esperados em 106,5% e 113,9%, respectivamente. Mesmo com esse volume a perspectiva de fator de ajuste do MRE para 2017 está pior do que o de 2016 com 83,3% em comparação com os 87% do ano passado.

De acordo com o gerente de preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, durante a apresentação mensal InfoPLD, o ajuste do MRE para fins de repactuação em janeiro está preliminarmente calculado em 96,8% e em 99,3% em fevereiro. “O índice médio de 2017 está bem baixo, é similar ao que tivemos em 2014 e 2015”, relatou ele.
A CCEE estima que o encargo de serviços do sistema deve fechar o mês em R$ 229 milhões sendo que o maior valor é devido à segurança energética, verificada mais na segunda semana do mês e toda essa geração em consequência do submercado Nordeste. Já o encargo por conta de restrição elétrica está localizada no Sudeste. Em fevereiro, esse mesmo perfil de alocação dos valores do ESS repetem-se, mas com valor total de R$ 102 milhões. Para o acumulado de 2017, a expectativa da CCEE é de que o ESS acumule R$ 447 milhões. Já custo com o deslocamento entre CMO e PLD está estimado este ano em R$ 14 milhões.
Em relação ao Preço de Liquidação das Diferenças, houve um novo evento que levará ao recálculo das semanas 3, 4 e 5 de dezembro em função da manutenção da UHE Tucuruí que reduzirá o PLD dessas semanas em um patamar de poucos centavos por MWh. A CCEE explicou que como esse montante não superou os 10% do PLD mínimo não será necessária a sua republicação.
Olhando para o período de 14 meses à frente, a tendência é de que o PLD apresente elevação até julho, ainda mais considerando que a partir de maio passarão a valer os novos parâmetros alfa e lambda do CVaR com maior aversão a risco. Segundo Sacchi, a tendência é de que a partir de agosto seja verificada redução de preços novamente até o final do ano. De acordo com os cálculos da CCEE, o PLD deverá se comportar uniformemente nos submercados SE/CO, Sul e Norte pelos próximos 12 meses. O valor de fevereiro é estimado atualmente em R$ 111/MWh deverá se elevar até o pico deste ano em jullho a R$ 284/MWh e recuar até janeiro do ano que vem a R$ 64/MWh. A alteração dos parâmetros de risco indicam nesse momento um salto do PLD de R$ 176/MWh em abril para R$ 236/MWh em maio. Já no Nordeste onde a restrição hídrica é mais grave há tempos, o descolamento é previsto para ocorrer até junho quando tende a ficar equalizado com o restante do país até o final de 2017 e volta a descolar do restante entre novembro de 2017 e março de 2018.
A projeção de ENA para esse mesmo período é de ficar abaixo da MLT, sendo que o mais próximo dessa linha média deverá ser observado em fevereiro do ano de 2018 com 92%. Esse mês em 2017 deverá apresentar média de ENA de 71%.
Fonte: Canal Energia – 30.01.2017
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