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É impensável uma crise de energia.

Após o ministro de Minas Energia, Bento Albuquerque, declarar “o Brasil passa pela maior crise hídrica desde 1931”, o Presidente da Republica, Jair Bolsonaro, em recente conversa com os apoiadores na saída do palácio da Alvorada disse “Estamos vivendo a maior crise hidrológica da história. Eletricidade. Vai ter dor de cabeça. Não chove, né? É a maior crise que se tem notícia. Demos mais um azar aí”. Este ano teve o menor nível de chuvas no país desde o início da série histórica, em 1931.

O abastecimento de energia só não está em crise aberta porque a economia brasileira cresceu menos de 1% nos últimos dez anos. Reapareceu, neste ano, o fantasma do racionamento de energia. Negligência?

Há farta distribuição de subsídios sem estratégia

Pouca chuva compromete o nível de água dos reservatórios, que poderá ficar abaixo de 10% no segundo semestre deste ano. O risco hidrológico, somado à pandemia e ao próprio desequilíbrio fiscal, pressiona a inflação e prejudica o processo de recuperação da economia. Se isso ocorrer, os preços de energia vão subir, podendo ultrapassar a faixa de R$ 500 / MWh para o mercado de curto prazo e as tarifas de energia aumentaram 105,2% entre 2013 e 2019, uma inflação media do IPCA de 47,7%. Ou seja, nesse período as tarifas tiveram aumento médio real de 7,9% ao ano.

“Isso significa que não temos só um problema conjuntural, de falta de chuvas, mas também estrutural que precisa ser atacado.” disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida que acrescentou que é preciso privatizar, abrir mais concessões e aprovar um marco legal mais eficiente, que dê segurança jurídica aos contratos nessa área.

Para a advogado Adriano Pires, especialista no setor, o país terá que ter mais usinas térmicas nessa base (eólica e a solar), pois o governo está trabalhando em opções equivocadas. Ele sustenta que o problema está na falta de potência disponível. Ou seja, com a chuva em escassez o regime hidrológico como base de sustentação da matriz elétrica não dá conta da demanda. Por isso, a diversificação é necessária, seja na construção de mais usinas ou na expansão de oferta de energia eólica e solar. Apesar de trazerem uma dificuldade relativa à falta de garantias de fornecimentos de vento e de sol suficientes, são soluções que não geram volatilidade nos preços e que evitam os apagões.

Estima-se que o preço das térmicas possa chegar à casa dos R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. E quem pagará é o consumidor, na sua conta de luz, como é de hábito, seja ele grande ou pequeno, industrial ou residencial.

 

 

Créditos para o texto da jornalista: Claudia Safatle jornalista da equipe do Valor Econômico.
E-mail: claudia.safatle@valor.com.br

 

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