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Geração térmica elevará conta em 5% em 2022, aponta Aneel

Durante a audiência em Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para debater atual crise, o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, estimou que as tarifas de energia no ano que vem podem ter um custo adicional de 5% devido ao impacto na geração térmica que está estimado em R$ 9 bilhões. Somente de janeiro a abril deste ano o custo ficou em R$ 4,3 bilhões. Os demais R$ 4,7 bilhões são calculados para o período de maio ao final de novembro.

Além disso, as ações que a agência reguladora vem tomando está o contato com os empreendedores para verificar a possibilidade de antecipação de obras para dispor de mais capacidade de geração no país, disse o executivo e acrescentou que no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, a Aneel está envolvida em seis segmentos de nove ações no grupo.

Pepitone citou ainda a busca pela redução do impacto da manutenção recém-anunciada pela Petrobras na Rota 1 do gás natural do pré-sal e da plataforma de Mexilhão a unidade produtora. E ainda, a flexibilização de limites de transmissão e ações pelo lado da demanda.

“Estamos aliados ao governo e agindo na oferta da energia pedindo para antecipar obras e na demanda estruturando campanha de comunicação para o uso racional de água e energia, assim como foi feito em 2015 e 2017. Outra ação, é buscar medida para o consumo industrial fora do horário de pico”, comentou ele na audiência.

Quanto à parada da plataforma de Mexilhão, o diretor geral da ANP, Rodolfo Saboia, comentou nessa mesma audiência que a agência reguladora acompanhará a parada que ocorre em agosto. Ele disse que é necessária para garantir segurança da operação e o volume será compensado pela petrolífera por meio da importação de GNL. O combustível será descarregado via terminal Rio de Janeiro que amentará sua capacidade de 20 para 30 milhões de metros cúbicos ao dia, mediante autorização da ANP. E ressaltou que o papel da autarquia não está diretamente ligada à crise, e sim por meio de ações acessórias de forma não é ativa nesse caso.

Revisão da bandeira

Quando questionado sobre a revisão dos valores das bandeiras para 2021, que estão na casa de 20%, índice da consulta pública, ele disse que essa é uma ação corrente que ocorre todos os anos nesse período e o elevado aumento deve-se à situação já que o país terá que dispor de mais térmicas.

“Se não fossem as bandeiras, os consumidores não teriam como saber que a energia está com preço alto e após 12 meses apresentaríamos a conta. Hoje com o pagamento por meio do recolhimento via bandeira foi possível economizar R$ 4 bilhões desde 2015 somente em valores de correção monetária, pois antes esse custo era carregado pelas distribuidoras que recebiam de volta o valor em sua revisão tarifária”, explicou ele.

CRÉDITO: Canal Energia.

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